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Necessidade interior

Uma coisa que não podemos fazer é forçar o tempo interior. Cada coisa tem seu momento de maturação, e apressá-la significaria debilitá-la, uma fatal distorção. Num segmento do teu tempo, tens um conjunto de coisas que estão desorganizadas, e subitamente se introduz aí um elemento que organiza tudo. Algo assim me ocorreu de uma maneira muito intensa, em meados de 1960. Uma vivência sentimental que tive, muito forte, pôs-se de repente a exigir de mim uma expressão, uma manifestação que fosse além da expressão direta desse sentimento mesmo. Senti que tinha algo a dizer, a criar. Foi dessa forma tão elementar que tudo começou. Foi assim que me fiz escritor. (Adaptado de: SARAMAGO, José. As palavras de Saramago. São Paulo: Companhia das Letras, 2010, p. 75) 
No segmento textual Foi assim que me fiz escritor,
A
o verbo ir está flexionado numa forma do pretérito.  
B
o sujeito de fazer está oculto. 
C
as duas formas verbais têm o mesmo sujeito. 
D
escritor é sujeito de uma forma verbal passiva. 
E
a expressão assim que tem sentido temporal. 
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Necessidade interior 

Uma coisa que não podemos fazer é forçar o tempo interior. Cada coisa tem seu momento de maturação, e apressá-la significaria debilitá-la, uma fatal distorção. Num segmento do teu tempo, tens um conjunto de coisas que estão desorganizadas, e subitamente se introduz aí um elemento que organiza tudo. Algo assim me ocorreu de uma maneira muito intensa, em meados de 1960. Uma vivência sentimental que tive, muito forte, pôs-se de repente a exigir de mim uma expressão, uma manifestação que fosse além da expressão direta desse sentimento mesmo. Senti que tinha algo a dizer, a criar. Foi dessa forma tão elementar que tudo começou. Foi assim que me fiz escritor. (Adaptado de: SARAMAGO, José. As palavras de Saramago. São Paulo: Companhia das Letras, 2010, p. 75) 
Cada coisa tem seu momento de maturação, e apressá-la significaria debilitá-la...

Reescrevendo-se a frase acima iniciando-se por − Apressar as coisas significa debilitá-las, − o complemento correto e coerente poderá ser 
A
pois para cada uma delas existe a hora de se tornar madura. 
B
em virtude de que contenhem em si mesmas o instante de maturação. 
C
desde que lhes sucedam atingir pleno amadurecimento. 
D
tanto mais quanto se precise de que atinjam certa madureza. 
E
uma vez que às quais cabe esperar amadurecerem. 
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Necessidade interior

Uma coisa que não podemos fazer é forçar o tempo interior. Cada coisa tem seu momento de maturação, e apressá-la significaria debilitá-la, uma fatal distorção. Num segmento do teu tempo, tens um conjunto de coisas que estão desorganizadas, e subitamente se introduz aí um elemento que organiza tudo. Algo assim me ocorreu de uma maneira muito intensa, em meados de 1960. Uma vivência sentimental que tive, muito forte, pôs-se de repente a exigir de mim uma expressão, uma manifestação que fosse além da expressão direta desse sentimento mesmo. Senti que tinha algo a dizer, a criar. Foi dessa forma tão elementar que tudo começou. Foi assim que me fiz escritor. (Adaptado de: SARAMAGO, José. As palavras de Saramago. São Paulo: Companhia das Letras, 2010, p. 75) 
De acordo com o segundo parágrafo do texto, deve-se entender que o escritor José Saramago
A
encontrou na literatura uma forma de encarar e traduzir as intensas experiências emocionais.
B
valeu-se de sua vocação para escritor a fim de evitar ser atingido por algum excesso de pressão sentimental. 
C
tornou-se um criador celebrado por ter sabido ficar imune às vivências dolorosas que o atormentavam. 
D
resolveu exceder os limites da literatura, vivenciando de modo mais direto seus traumas afetivos.
E
buscou encontrar na literatura um consolo para poder suportar seus delírios passionais. 
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Necessidade interior

Uma coisa que não podemos fazer é forçar o tempo interior. Cada coisa tem seu momento de maturação, e apressá-la significaria debilitá-la, uma fatal distorção. Num segmento do teu tempo, tens um conjunto de coisas que estão desorganizadas, e subitamente se introduz aí um elemento que organiza tudo. Algo assim me ocorreu de uma maneira muito intensa, em meados de 1960. Uma vivência sentimental que tive, muito forte, pôs-se de repente a exigir de mim uma expressão, uma manifestação que fosse além da expressão direta desse sentimento mesmo. Senti que tinha algo a dizer, a criar. Foi dessa forma tão elementar que tudo começou. Foi assim que me fiz escritor. (Adaptado de: SARAMAGO, José. As palavras de Saramago. São Paulo: Companhia das Letras, 2010, p. 75) 
O escritor José Saramago defende nesse texto a ideia de que 
A
as motivações mais importantes da nossa vida são inteiramente acidentais, o que significa que o acaso pode ser o melhor regente das nossas decisões.
B
a força interior é decisiva, advindo sempre da nossa incansável obstinação em realizar um objetivo em cujo foco desde o início nos concentramos. 
C
os fatos alheios à nossa vontade fazem com que se adie muito a resolução de problemas que deveriam ser resolvidos pelo recurso imediato da análise racional. 
D
a desorganização das nossas ideias impede de vez o amadurecimento das decisões que deveriam nos orientar melhor no rumo de nossa vida.
E
as necessidades vitais podem ser supridas a partir do momento em que, dentro de nós, amadureça uma força íntima capaz de atendê-las. 
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De cabeça pra baixo

− Esse mundo está ficando de cabeça pra baixo!

É uma conhecida frase, que sucessivas gerações vêm frequentando. Ela logo surge a propósito de qualquer coisa que se considere uma novidade despropositada, irritante: modelo de roupa mais ousada, último grande sucesso musical, aumento milionário no salário de um jogador de futebol, a longa estiagem na estação chuvosa, a avalanche de crimes no jornal... A ideia é sempre demonstrar que a vida e o mundo já foram muito melhores, que a passagem do tempo leva inexoravelmente à perversão ou ao desmoronamento dos valores autênticos, que uma geração construiu e que a seguinte apagou. Parece que na história da humanidade o fenômeno é comum e cíclico: as pessoas enaltecem seus hábitos passados e condenam os presentes. “Ah, no meu tempo...” é uma expressão que vale um suspiro e uma acusação. Algo de muito melhor ficou para trás e se perdeu. A missão dessa juventude de hoje é desviar-se da Civilização.... A ironia é que justamente nesses “desvios” e por conta deles a História caminha, ainda que não se saiba para onde. Fosse tudo uma repetição conservadora, nenhuma descoberta jamais se daria, sem contar que os mais velhos já não teriam do que se queixar e a quem imputar a culpa por todos os desassossegos que assaltam todas as gerações humanas, desde que existimos. (Romildo Pacheco, inédito) 
A supressão da vírgula altera significativamente o sentido da seguinte frase: 
A
Frequentemente, as pessoas enaltecem seus hábitos passados. 
B
As pessoas gostam de enaltecer seus hábitos antigos, quase sempre sem muita discrição. 
C
Não se conhece a origem das frases feitas, nem por que adquiriram tanta força. 
D
O autor do texto busca mostrar-se imparcial, diante desse tema controverso. 
E
Trata-se aqui das pessoas mais velhas, que se apegam a seus hábitos passados. 
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