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Ano: 2009 Banca: CESPE Órgão: TRE-PR Prova: Analista Judiciário - Análise de Sistemas
Texto Associado Texto Associado
1 Desde os primórdios do pensamento filosófico grego,
o ocidente buscou pensar a relação entre o Um e o múltiplo,
entre a unidade e diferença, tanto no plano do cosmos, como
4 no plano da convivência humana. Um dos traços do momento
histórico atual é a contrafação desses dois polos, seja do Um,
seja do múltiplo. A dinâmica distorcida do Um expressa-se
7 como uma “globalização” que se dá no esmagamento das
singularidades de cada povo: suas raízes, sua cultura, sua
identidade étnica, em nome de um projeto que pretende nivelar
10 e homogeneizar as diferenças, tendo como critério a
todo-poderosa funcionalidade das coisas dentro da economia
de mercado. Quando o discurso da diferença não leva em
13 conta seu aspecto de diálogo e troca, dilui-se em atomização
e isolamento.
No mundo contemporâneo, a própria dinâmica de
16 realização da técnica impulsiona a vida humana no sentido do
desenraizamento e da perda de referências

Nancy Mangabeira Unger. A desertificação do homem contemporâneo. In: Linhas Críticas, v. 7, n.º 13, jul.-dez./2001, p. 181 (com adaptações)
A partir da argumentação do texto acima, bem como das estruturas linguísticas nele utilizadas, julgue os itens a seguir.

O pronome “se” em “dilui-se” (R.13) indica indeterminação do sujeito da oração, que, por sua vez, no desenvolvimento da textualidade, mostra como os indivíduos se atomizam e se isolam no processo de globalização esmagadora das individualidades
C
Certo
E
Errado
Ano: 2009 Banca: CESPE Órgão: TRE-PR Prova: Analista Judiciário - Análise de Sistemas
Texto Associado Texto Associado
1 A noção de escolha remete a uma complexa
questão de ética contemporânea, que consiste em saber
como escolher o que é bom para si mesmo sem entrar em
4 rota de colisão com o que é bom para o outro e o melhor
para todos. Ou ainda: como saber se as escolhas que
governam nossas práticas diárias podem ser adequadas ao
7 que nos parece melhor para o conjunto de nossas vidas?
Em última análise, isso quer dizer que há um descompasso
entre as decisões pessoais, as funções desempenhadas
10 (profissões, papéis) e os fins últimos perseguidos. Como
resolvê-lo?
Aristóteles deteve-se em um tipo de argumentação
13 em que deliberar consistia em escolher entre os melhores
meios para a consecução de determinado fim. Em vista
disso, o pensador francês Paul Ricoeur preocupa-se em
16 reconstituir a ligação entre esses âmbitos diferenciados
de ação. Para tanto, ele se vale de duas noções
neoaristotélicas: os padrões de excelência e a unidade
19 narrativa de vida.

Os padrões de excelência são regras de
comparação que encarnam os ideais de cada prática, função
22 ou profissão. Quando aplicadas a resultados diferentes, elas
permitem integrar coerentemente as ações parciais na
totalidade mais vasta dos planos de vida (família, lazer,
25 associações), das profissões e, por fim, de uma mesma
narrativa de vida.

Noeli Dutra Rossatto. Presença do outro e interpretação. In:
Mente, Cérebro & Filosofia. Duetto editorial, p. 29 (com adaptações)
Na linha 18, o sinal de dois-pontos anuncia os termos da enumeração que explicita as “duas noções” (l.17) mencionadas
C
Certo
E
Errado
Ano: 2009 Banca: CESPE Órgão: TRE-PR Prova: Analista Judiciário - Análise de Sistemas
Texto Associado Texto Associado
1 A noção de escolha remete a uma complexa
questão de ética contemporânea, que consiste em saber
como escolher o que é bom para si mesmo sem entrar em
4 rota de colisão com o que é bom para o outro e o melhor
para todos. Ou ainda: como saber se as escolhas que
governam nossas práticas diárias podem ser adequadas ao
7 que nos parece melhor para o conjunto de nossas vidas?
Em última análise, isso quer dizer que há um descompasso
entre as decisões pessoais, as funções desempenhadas
10 (profissões, papéis) e os fins últimos perseguidos. Como
resolvê-lo?
Aristóteles deteve-se em um tipo de argumentação
13 em que deliberar consistia em escolher entre os melhores
meios para a consecução de determinado fim. Em vista
disso, o pensador francês Paul Ricoeur preocupa-se em
16 reconstituir a ligação entre esses âmbitos diferenciados
de ação. Para tanto, ele se vale de duas noções
neoaristotélicas: os padrões de excelência e a unidade
19 narrativa de vida.

Os padrões de excelência são regras de
comparação que encarnam os ideais de cada prática, função
22 ou profissão. Quando aplicadas a resultados diferentes, elas
permitem integrar coerentemente as ações parciais na
totalidade mais vasta dos planos de vida (família, lazer,
25 associações), das profissões e, por fim, de uma mesma
narrativa de vida.

Noeli Dutra Rossatto. Presença do outro e interpretação. In:
Mente, Cérebro & Filosofia. Duetto editorial, p. 29 (com adaptações)
Com base nas estruturas linguísticas e nas relações argumentativas do texto acima, julgue os itens a seguir.

Os sinais de parênteses nas linhas 10, 24 e 25 são usados para demarcar informações inseridas; por isso, preservamse a correção gramatical e a coerência do texto ao se substituí-los, nos dois casos, por sinais de travessão

 
C
Certo
E
Errado
Ano: 2009 Banca: CESPE Órgão: TRE-PR Prova: Analista Judiciário - Análise de Sistemas
Texto Associado Texto Associado
1 Desde os primórdios do pensamento filosófico grego,
o ocidente buscou pensar a relação entre o Um e o múltiplo,
entre a unidade e diferença, tanto no plano do cosmos, como
4 no plano da convivência humana. Um dos traços do momento
histórico atual é a contrafação desses dois polos, seja do Um,
seja do múltiplo. A dinâmica distorcida do Um expressa-se
7 como uma “globalização” que se dá no esmagamento das
singularidades de cada povo: suas raízes, sua cultura, sua
identidade étnica, em nome de um projeto que pretende nivelar
10 e homogeneizar as diferenças, tendo como critério a
todo-poderosa funcionalidade das coisas dentro da economia
de mercado. Quando o discurso da diferença não leva em
13 conta seu aspecto de diálogo e troca, dilui-se em atomização
e isolamento.
No mundo contemporâneo, a própria dinâmica de
16 realização da técnica impulsiona a vida humana no sentido do
desenraizamento e da perda de referências
Nancy Mangabeira Unger. A desertificação do homem contemporâneo. In: Linhas Críticas, v. 7, n.º 13, jul.-dez./2001, p. 181 (com adaptações)
A partir da argumentação do texto acima, bem como das estruturas linguísticas nele utilizadas, julgue os itens a seguir

 
Regidos pela preposição de, os termos “de realização” (l.15-16) e “da técnica” (l.16) não admitem a ligação pela conjunção e, como ocorre entre “do desenraizamento” (l.16-17) e “da perda de referências” (l.17), porque, no primeiro caso, “técnica” é um termo dependente de “realização”.
C
Certo
E
Errado
Ano: 2009 Banca: CESPE Órgão: TRE-PR Prova: Analista Judiciário - Análise de Sistemas
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1 Desde os primórdios do pensamento filosófico grego,
o ocidente buscou pensar a relação entre o Um e o múltiplo,
entre a unidade e diferença, tanto no plano do cosmos, como
4 no plano da convivência humana. Um dos traços do momento
histórico atual é a contrafação desses dois polos, seja do Um,
seja do múltiplo. A dinâmica distorcida do Um expressa-se
7 como uma “globalização” que se dá no esmagamento das
singularidades de cada povo: suas raízes, sua cultura, sua
identidade étnica, em nome de um projeto que pretende nivelar
10 e homogeneizar as diferenças, tendo como critério a
todo-poderosa funcionalidade das coisas dentro da economia
de mercado. Quando o discurso da diferença não leva em
13 conta seu aspecto de diálogo e troca, dilui-se em atomização
e isolamento.
No mundo contemporâneo, a própria dinâmica de
16 realização da técnica impulsiona a vida humana no sentido do
desenraizamento e da perda de referências
Nancy Mangabeira Unger. A desertificação do homem contemporâneo. In: Linhas Críticas, v. 7, n.º 13, jul.-dez./2001, p. 181 (com adaptações)
A partir da argumentação do texto acima, bem como das estruturas linguísticas nele utilizadas, julgue os itens a seguir

O desenvolvimento das ideias permite inferir que o uso do gerúndio em “tendo” (l.10) contribui para dar à oração que inicia a interpretação de uma circunstância passageira, temporária, acidental, na “economia de mercado” (l.11-12)
C
Certo
E
Errado
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o ocidente buscou pensar a relação entre o Um e o múltiplo,
entre a unidade e diferença, tanto no plano do cosmos, como
4 no plano da convivência humana. Um dos traços do momento
histórico atual é a contrafação desses dois polos, seja do Um,
seja do múltiplo. A dinâmica distorcida do Um expressa-se
7 como uma “globalização” que se dá no esmagamento das
singularidades de cada povo: suas raízes, sua cultura, sua
identidade étnica, em nome de um projeto que pretende nivelar
10 e homogeneizar as diferenças, tendo como critério a
todo-poderosa funcionalidade das coisas dentro da economia
de mercado. Quando o discurso da diferença não leva em
13 conta seu aspecto de diálogo e troca, dilui-se em atomização
e isolamento.
No mundo contemporâneo, a própria dinâmica de
16 realização da técnica impulsiona a vida humana no sentido do
desenraizamento e da perda de referências
Nancy Mangabeira Unger. A desertificação do homem contemporâneo. In: Linhas Críticas, v. 7, n.º 13, jul.-dez./2001, p. 181 (com adaptações)
A partir da argumentação do texto acima, bem como das estruturas linguísticas nele utilizadas, julgue os itens a seguir.
Alteram-se as relações de sentido com “momento histórico” (l.4-5), mas preservam-se a coerência entre os argumentos e a correção gramatical do texto ao se substituir “Um dos traços” (l.4) por Entre os traços
C
Certo
E
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1 Desde os primórdios do pensamento filosófico grego,
o ocidente buscou pensar a relação entre o Um e o múltiplo,
entre a unidade e diferença, tanto no plano do cosmos, como
4 no plano da convivência humana. Um dos traços do momento
histórico atual é a contrafação desses dois polos, seja do Um,
seja do múltiplo. A dinâmica distorcida do Um expressa-se
7 como uma “globalização” que se dá no esmagamento das
singularidades de cada povo: suas raízes, sua cultura, sua
identidade étnica, em nome de um projeto que pretende nivelar
10 e homogeneizar as diferenças, tendo como critério a
todo-poderosa funcionalidade das coisas dentro da economia
de mercado. Quando o discurso da diferença não leva em
13 conta seu aspecto de diálogo e troca, dilui-se em atomização
e isolamento.
No mundo contemporâneo, a própria dinâmica de
16 realização da técnica impulsiona a vida humana no sentido do
desenraizamento e da perda de referências

Nancy Mangabeira Unger. A desertificação do homem contemporâneo. In: Linhas Críticas, v. 7, n.º 13, jul.-dez./2001, p. 181 (com adaptações)
A partir da argumentação do texto acima, bem como das estruturas linguísticas nele utilizadas, julgue os itens a seguir.

 
Os termos “Um” (l.2) e “unidade” (l.3), por um lado, e “múltiplo” (l.2) e “diferença” (l.3), por outro, remetem, respectivamente, aos dois polos referidos em “desses dois polos” (l.5). 
C
Certo
E
Errado
Ano: 2009 Banca: CESPE Órgão: TRE-PR Prova: Analista Judiciário - Análise de Sistemas
Texto Associado Texto Associado
1 Desde os primórdios do pensamento filosófico grego,
o ocidente buscou pensar a relação entre o Um e o múltiplo,
entre a unidade e diferença, tanto no plano do cosmos, como
4 no plano da convivência humana. Um dos traços do momento
histórico atual é a contrafação desses dois polos, seja do Um,
seja do múltiplo. A dinâmica distorcida do Um expressa-se
7 como uma “globalização” que se dá no esmagamento das
singularidades de cada povo: suas raízes, sua cultura, sua
identidade étnica, em nome de um projeto que pretende nivelar
10 e homogeneizar as diferenças, tendo como critério a
todo-poderosa funcionalidade das coisas dentro da economia
de mercado. Quando o discurso da diferença não leva em
13 conta seu aspecto de diálogo e troca, dilui-se em atomização
e isolamento.
No mundo contemporâneo, a própria dinâmica de
16 realização da técnica impulsiona a vida humana no sentido do
desenraizamento e da perda de referências

Nancy Mangabeira Unger. A desertificação do homem contemporâneo. In: Linhas Críticas, v. 7, n.º 13, jul.-dez./2001, p. 181 (com adaptações)
A partir da argumentação do texto acima, bem como das estruturas linguísticas nele utilizadas, julgue os itens a seguir.

Depreende-se da argumentação do texto que “pensar a relação entre o Um e o múltiplo” (R.2), desde os primórdios do Classicismo ocidental, significa distorcer as singularidades e rejeitar raízes, culturas e identidades étnicas. 
C
Certo
E
Errado
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