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Ano: 2017 Banca: FCC Órgão: TRE-SP Prova: Técnico Judiciário - Programação de Sistemas
Texto Associado Texto Associado
Quando confrontada a duas teorias – uma simples e outra complexa – para explicar um problema, a maior parte das pessoas não hesita em favorecer a primeira, também qualificada como elegante. “Em muitos casos, porém, a complexa pode ser mais interessante”, lembra o filósofo Marco Zingano, da Universidade de São Paulo. Segundo ele, a escolha é natural na cultura ocidental contemporânea porque o pensamento dessas civilizações foi moldado por Aristóteles e Platão, os filósofos de maior destaque na Grécia Antiga, para quem a metafísica da unidade tinha como paradigma a simplicidade. 
Levado ao pé da letra, o resgate puramente historiográfico das contribuições da Antiguidade pode parecer folclórico diante do conhecimento atual. Mas, mesmo que oculta, a influência de Aristóteles e de Platão está presente na forma como o pensamento governa os hábitos intelectuais da civilização atual. 
Um dos problemas que ocuparam Platão e Aristóteles foi a acrasia, que leva uma pessoa a tomar uma atitude contrária à que sabe ser a correta. Se está claro, por exemplo, que uma moderada dose diária de exercícios é suficiente para prevenir uma série de doenças graves e trazer benefícios à saúde, por que alguém optaria por passar horas deitado no sofá e se locomover apenas de carro? Para Sócrates, a resposta era simples: guiado pela razão, o ser humano só deixa de fazer o que é melhor se lhe faltar o conhecimento. 
Platão discordava, e resolveu o dilema dividindo a alma em três partes: um par de cavalos alados conduzidos por um cocheiro que representa uma delas, a razão. Um dos cavalos, arredio, só pode ser controlado a chicotadas e representa os apetites. O outro é a porção irascível da alma. É o impulso, em geral obediente à razão, mas que pode levar a decisões impetuosas em determinadas situações. “O que determina as ações seriam fontes distintas de motivação”, observa Zingano. Platão pensou o conflito como interno à alma, dando lugar à acrasia. Já Aristóteles dedicou um livro de sua Ética ao fenômeno. 
Aristóteles e Platão tiveram um papel importante – e persistente – porque foram grandes sistematizadores do conhecimento. Eles procuraram domar conceitos diversos do Universo, do corpo e da mente, entender seu funcionamento e deixar registrado para uso futuro. Resgatar esses textos, explica Zingano, é uma busca da compreensão de como a cultura ocidental descreve o mundo e enxerga a si mesma ainda hoje. 
(Adaptado de: GUIMARÃES, Maria. Disponível em: revistapesquisa.fapesp.br) 
A frase correta, reescrita a partir de uma passagem do texto, encontra-se em: 
A
Sabendo-se que uma moderada dose diária de exercícios seriam suficientes na prevenção de uma série de doenças com benefícios para a saúde, não se entende porque alguém preferiria se locomover apenas de carro
B
Diante do conhecimento atual o resgate, puramente historiográfico, das contribuições da Antiguidade entendidos ao pé da letra, pode parecer folclórico
C
À medida que discordava, Platão dividiu a alma em três partes para resolver o dilema, sendo que, uma delas – a razão – era representada por um par de cavalos alados conduzidos por um cocheiro
D
Platão e Aristóteles ocuparam-se da acrasia, um dos problemas que levam uma pessoa à atitudes contrárias ao que se sabe ser correto
E
O outro, o impulso, representa a porção irascível da alma e costuma obedecer à razão, mas, em determinadas situações, pode levar a decisões impetuosas
Ano: 2017 Banca: FCC Órgão: TRE-SP Prova: Técnico Judiciário - Programação de Sistemas
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Quando confrontada a duas teorias – uma simples e outra complexa – para explicar um problema, a maior parte das pessoas não hesita em favorecer a primeira, também qualificada como elegante. “Em muitos casos, porém, a complexa pode ser mais interessante”, lembra o filósofo Marco Zingano, da Universidade de São Paulo. Segundo ele, a escolha é natural na cultura ocidental contemporânea porque o pensamento dessas civilizações foi moldado por Aristóteles e Platão, os filósofos de maior destaque na Grécia Antiga, para quem a metafísica da unidade tinha como paradigma a simplicidade. 
Levado ao pé da letra, o resgate puramente historiográfico das contribuições da Antiguidade pode parecer folclórico diante do conhecimento atual. Mas, mesmo que oculta, a influência de Aristóteles e de Platão está presente na forma como o pensamento governa os hábitos intelectuais da civilização atual. 
Um dos problemas que ocuparam Platão e Aristóteles foi a acrasia, que leva uma pessoa a tomar uma atitude contrária à que sabe ser a correta. Se está claro, por exemplo, que uma moderada dose diária de exercícios é suficiente para prevenir uma série de doenças graves e trazer benefícios à saúde, por que alguém optaria por passar horas deitado no sofá e se locomover apenas de carro? Para Sócrates, a resposta era simples: guiado pela razão, o ser humano só deixa de fazer o que é melhor se lhe faltar o conhecimento. 
Platão discordava, e resolveu o dilema dividindo a alma em três partes: um par de cavalos alados conduzidos por um cocheiro que representa uma delas, a razão. Um dos cavalos, arredio, só pode ser controlado a chicotadas e representa os apetites. O outro é a porção irascível da alma. É o impulso, em geral obediente à razão, mas que pode levar a decisões impetuosas em determinadas situações. “O que determina as ações seriam fontes distintas de motivação”, observa Zingano. Platão pensou o conflito como interno à alma, dando lugar à acrasia. Já Aristóteles dedicou um livro de sua Ética ao fenômeno. 
Aristóteles e Platão tiveram um papel importante – e persistente – porque foram grandes sistematizadores do conhecimento. Eles procuraram domar conceitos diversos do Universo, do corpo e da mente, entender seu funcionamento e deixar registrado para uso futuro. Resgatar esses textos, explica Zingano, é uma busca da compreensão de como a cultura ocidental descreve o mundo e enxerga a si mesma ainda hoje. 

(Adaptado de: GUIMARÃES, Maria. Disponível em: revistapesquisa.fapesp.br) 
Um dos problemas que ocuparam Platão e Aristóteles foi a acrasia... (3o parágrafo)  
O segmento destacado exerce, na frase acima, a mesma função sintática que o segmento também grifado em: 
A
... guiado pela razão, o ser humano só deixa de fazer o que é melhor se... 
B
... o pensamento dessas civilizações foi moldado por Aristóteles e Platão
C
Eles procuraram domar conceitos diversos do Universo... 
D
... conduzidos por um cocheiro que representa uma delas, a razão.  
E
... só pode ser controlado a chicotadas e representa os apetites...  
Ano: 2017 Banca: FCC Órgão: TRE-SP Prova: Técnico Judiciário - Programação de Sistemas
Texto Associado Texto Associado
Quando confrontada a duas teorias – uma simples e outra complexa – para explicar um problema, a maior parte das pessoas não hesita em favorecer a primeira, também qualificada como elegante. “Em muitos casos, porém, a complexa pode ser mais interessante”, lembra o filósofo Marco Zingano, da Universidade de São Paulo. Segundo ele, a escolha é natural na cultura ocidental contemporânea porque o pensamento dessas civilizações foi moldado por Aristóteles e Platão, os filósofos de maior destaque na Grécia Antiga, para quem a metafísica da unidade tinha como paradigma a simplicidade. 
Levado ao pé da letra, o resgate puramente historiográfico das contribuições da Antiguidade pode parecer folclórico diante do conhecimento atual. Mas, mesmo que oculta, a influência de Aristóteles e de Platão está presente na forma como o pensamento governa os hábitos intelectuais da civilização atual. 
Um dos problemas que ocuparam Platão e Aristóteles foi a acrasia, que leva uma pessoa a tomar uma atitude contrária à que sabe ser a correta. Se está claro, por exemplo, que uma moderada dose diária de exercícios é suficiente para prevenir uma série de doenças graves e trazer benefícios à saúde, por que alguém optaria por passar horas deitado no sofá e se locomover apenas de carro? Para Sócrates, a resposta era simples: guiado pela razão, o ser humano só deixa de fazer o que é melhor se lhe faltar o conhecimento. 
Platão discordava, e resolveu o dilema dividindo a alma em três partes: um par de cavalos alados conduzidos por um cocheiro que representa uma delas, a razão. Um dos cavalos, arredio, só pode ser controlado a chicotadas e representa os apetites. O outro é a porção irascível da alma. É o impulso, em geral obediente à razão, mas que pode levar a decisões impetuosas em determinadas situações. “O que determina as ações seriam fontes distintas de motivação”, observa Zingano. Platão pensou o conflito como interno à alma, dando lugar à acrasia. Já Aristóteles dedicou um livro de sua Ética ao fenômeno. 
Aristóteles e Platão tiveram um papel importante – e persistente – porque foram grandes sistematizadores do conhecimento. Eles procuraram domar conceitos diversos do Universo, do corpo e da mente, entender seu funcionamento e deixar registrado para uso futuro. Resgatar esses textos, explica Zingano, é uma busca da compreensão de como a cultura ocidental descreve o mundo e enxerga a si mesma ainda hoje. 

(Adaptado de: GUIMARÃES, Maria. Disponível em: revistapesquisa.fapesp.br) 
... mesmo que oculta, a influência de Aristóteles e de Platão... (2o parágrafo)  
A conjunção da frase acima apresenta sentido 
A
consecutivo
B
causal
C
concessivo
D
temporal
E
condicional
Ano: 2017 Banca: FCC Órgão: TRE-SP Prova: Técnico Judiciário - Programação de Sistemas
Texto Associado Texto Associado
Quando confrontada a duas teorias – uma simples e outra complexa – para explicar um problema, a maior parte das pessoas não hesita em favorecer a primeira, também qualificada como elegante. “Em muitos casos, porém, a complexa pode ser mais interessante”, lembra o filósofo Marco Zingano, da Universidade de São Paulo. Segundo ele, a escolha é natural na cultura ocidental contemporânea porque o pensamento dessas civilizações foi moldado por Aristóteles e Platão, os filósofos de maior destaque na Grécia Antiga, para quem a metafísica da unidade tinha como paradigma a simplicidade. 
Levado ao pé da letra, o resgate puramente historiográfico das contribuições da Antiguidade pode parecer folclórico diante do conhecimento atual. Mas, mesmo que oculta, a influência de Aristóteles e de Platão está presente na forma como o pensamento governa os hábitos intelectuais da civilização atual. 
Um dos problemas que ocuparam Platão e Aristóteles foi a acrasia, que leva uma pessoa a tomar uma atitude contrária à que sabe ser a correta. Se está claro, por exemplo, que uma moderada dose diária de exercícios é suficiente para prevenir uma série de doenças graves e trazer benefícios à saúde, por que alguém optaria por passar horas deitado no sofá e se locomover apenas de carro? Para Sócrates, a resposta era simples: guiado pela razão, o ser humano só deixa de fazer o que é melhor se lhe faltar o conhecimento. 
Platão discordava, e resolveu o dilema dividindo a alma em três partes: um par de cavalos alados conduzidos por um cocheiro que representa uma delas, a razão. Um dos cavalos, arredio, só pode ser controlado a chicotadas e representa os apetites. O outro é a porção irascível da alma. É o impulso, em geral obediente à razão, mas que pode levar a decisões impetuosas em determinadas situações. “O que determina as ações seriam fontes distintas de motivação”, observa Zingano. Platão pensou o conflito como interno à alma, dando lugar à acrasia. Já Aristóteles dedicou um livro de sua Ética ao fenômeno. 
Aristóteles e Platão tiveram um papel importante – e persistente – porque foram grandes sistematizadores do conhecimento. Eles procuraram domar conceitos diversos do Universo, do corpo e da mente, entender seu funcionamento e deixar registrado para uso futuro. Resgatar esses textos, explica Zingano, é uma busca da compreensão de como a cultura ocidental descreve o mundo e enxerga a si mesma ainda hoje. 

(Adaptado de: GUIMARÃES, Maria. Disponível em: revistapesquisa.fapesp.br) 
Já Aristóteles dedicou um livro de sua Ética ao fenômeno. (4o parágrafo)  
No contexto, o mesmo tipo de complemento verbal grifado acima também se encontra em: 
A
... porque foram grandes sistematizadores do conhecimento. 
B
... e resolveu o dilema dividindo a alma em três partes... 
C
... lembra o filósofo Marco Zingano, da Universidade de São Paulo.  
D
Um dos problemas que ocuparam Platão e Aristóteles... 
E
... o resgate [...] das contribuições da Antiguidade pode parecer folclórico...  
Ano: 2017 Banca: FCC Órgão: TRE-SP Prova: Técnico Judiciário - Programação de Sistemas
Texto Associado Texto Associado
Quando confrontada a duas teorias – uma simples e outra complexa – para explicar um problema, a maior parte das pessoas não hesita em favorecer a primeira, também qualificada como elegante. “Em muitos casos, porém, a complexa pode ser mais interessante”, lembra o filósofo Marco Zingano, da Universidade de São Paulo. Segundo ele, a escolha é natural na cultura ocidental contemporânea porque o pensamento dessas civilizações foi moldado por Aristóteles e Platão, os filósofos de maior destaque na Grécia Antiga, para quem a metafísica da unidade tinha como paradigma a simplicidade. 
Levado ao pé da letra, o resgate puramente historiográfico das contribuições da Antiguidade pode parecer folclórico diante do conhecimento atual. Mas, mesmo que oculta, a influência de Aristóteles e de Platão está presente na forma como o pensamento governa os hábitos intelectuais da civilização atual. 
Um dos problemas que ocuparam Platão e Aristóteles foi a acrasia, que leva uma pessoa a tomar uma atitude contrária à que sabe ser a correta. Se está claro, por exemplo, que uma moderada dose diária de exercícios é suficiente para prevenir uma série de doenças graves e trazer benefícios à saúde, por que alguém optaria por passar horas deitado no sofá e se locomover apenas de carro? Para Sócrates, a resposta era simples: guiado pela razão, o ser humano só deixa de fazer o que é melhor se lhe faltar o conhecimento. 
Platão discordava, e resolveu o dilema dividindo a alma em três partes: um par de cavalos alados conduzidos por um cocheiro que representa uma delas, a razão. Um dos cavalos, arredio, só pode ser controlado a chicotadas e representa os apetites. O outro é a porção irascível da alma. É o impulso, em geral obediente à razão, mas que pode levar a decisões impetuosas em determinadas situações. “O que determina as ações seriam fontes distintas de motivação”, observa Zingano. Platão pensou o conflito como interno à alma, dando lugar à acrasia. Já Aristóteles dedicou um livro de sua Ética ao fenômeno. 
Aristóteles e Platão tiveram um papel importante – e persistente – porque foram grandes sistematizadores do conhecimento. Eles procuraram domar conceitos diversos do Universo, do corpo e da mente, entender seu funcionamento e deixar registrado para uso futuro. Resgatar esses textos, explica Zingano, é uma busca da compreensão de como a cultura ocidental descreve o mundo e enxerga a si mesma ainda hoje. 

(Adaptado de: GUIMARÃES, Maria. Disponível em: revistapesquisa.fapesp.br) 
Sem prejuízo da correção e sem que nenhuma outra alteração seja feita na frase, o verbo flexionado no singular que também pode ser flexionado em uma forma do plural está em: 
A
... o pensamento dessas civilizações foi moldado por Aristóteles Platão...  
B
O que determina as ações seriam fontes distintas de motivação... 
C
Em muitos casos, porém, a complexa pode ser mais interessante... 
D
... um par de cavalos alados conduzidos por um cocheiro que representa uma delas, a razão. 
E
... a maior parte das pessoas não hesita em favorecer a primeira... 
Ano: 2017 Banca: FCC Órgão: TRE-SP Prova: Técnico Judiciário - Programação de Sistemas
Texto Associado Texto Associado
Quando confrontada a duas teorias – uma simples e outra complexa – para explicar um problema, a maior parte das pessoas não hesita em favorecer a primeira, também qualificada como elegante. “Em muitos casos, porém, a complexa pode ser mais interessante”, lembra o filósofo Marco Zingano, da Universidade de São Paulo. Segundo ele, a escolha é natural na cultura ocidental contemporânea porque o pensamento dessas civilizações foi moldado por Aristóteles e Platão, os filósofos de maior destaque na Grécia Antiga, para quem a metafísica da unidade tinha como paradigma a simplicidade. 
Levado ao pé da letra, o resgate puramente historiográfico das contribuições da Antiguidade pode parecer folclórico diante do conhecimento atual. Mas, mesmo que oculta, a influência de Aristóteles e de Platão está presente na forma como o pensamento governa os hábitos intelectuais da civilização atual. 
Um dos problemas que ocuparam Platão e Aristóteles foi a acrasia, que leva uma pessoa a tomar uma atitude contrária à que sabe ser a correta. Se está claro, por exemplo, que uma moderada dose diária de exercícios é suficiente para prevenir uma série de doenças graves e trazer benefícios à saúde, por que alguém optaria por passar horas deitado no sofá e se locomover apenas de carro? Para Sócrates, a resposta era simples: guiado pela razão, o ser humano só deixa de fazer o que é melhor se lhe faltar o conhecimento. 
Platão discordava, e resolveu o dilema dividindo a alma em três partes: um par de cavalos alados conduzidos por um cocheiro que representa uma delas, a razão. Um dos cavalos, arredio, só pode ser controlado a chicotadas e representa os apetites. O outro é a porção irascível da alma. É o impulso, em geral obediente à razão, mas que pode levar a decisões impetuosas em determinadas situações. “O que determina as ações seriam fontes distintas de motivação”, observa Zingano. Platão pensou o conflito como interno à alma, dando lugar à acrasia. Já Aristóteles dedicou um livro de sua Ética ao fenômeno. 
Aristóteles e Platão tiveram um papel importante – e persistente – porque foram grandes sistematizadores do conhecimento. Eles procuraram domar conceitos diversos do Universo, do corpo e da mente, entender seu funcionamento e deixar registrado para uso futuro. Resgatar esses textos, explica Zingano, é uma busca da compreensão de como a cultura ocidental descreve o mundo e enxerga a si mesma ainda hoje. 

(Adaptado de: GUIMARÃES, Maria. Disponível em: revistapesquisa.fapesp.br) 
No contexto, as palavras acrasia (3o e 4o parágrafos) e irascível (4o parágrafo) adquirem, respectivamente, o sentido de: 
A
ceticismo − colérico 
B
apatia − impiedoso
C
ceticismo − ponderado 
D
intemperança − colérico
E
intemperança − ponderado 
Ano: 2017 Banca: FCC Órgão: TRE-SP Prova: Técnico Judiciário - Programação de Sistemas
Texto Associado Texto Associado
Quando confrontada a duas teorias – uma simples e outra complexa – para explicar um problema, a maior parte das pessoas não hesita em favorecer a primeira, também qualificada como elegante. “Em muitos casos, porém, a complexa pode ser mais interessante”, lembra o filósofo Marco Zingano, da Universidade de São Paulo. Segundo ele, a escolha é natural na cultura ocidental contemporânea porque o pensamento dessas civilizações foi moldado por Aristóteles e Platão, os filósofos de maior destaque na Grécia Antiga, para quem a metafísica da unidade tinha como paradigma a simplicidade.
Levado ao pé da letra, o resgate puramente historiográfico das contribuições da Antiguidade pode parecer folclórico diante do conhecimento atual. Mas, mesmo que oculta, a influência de Aristóteles e de Platão está presente na forma como o pensamento governa os hábitos intelectuais da civilização atual.
Um dos problemas que ocuparam Platão e Aristóteles foi a acrasia, que leva uma pessoa a tomar uma atitude contrária à que sabe ser a correta. Se está claro, por exemplo, que uma moderada dose diária de exercícios é suficiente para prevenir uma série de doenças graves e trazer benefícios à saúde, por que alguém optaria por passar horas deitado no sofá e se locomover apenas de carro? Para Sócrates, a resposta era simples: guiado pela razão, o ser humano só deixa de fazer o que é melhor se lhe faltar o conhecimento.
Platão discordava, e resolveu o dilema dividindo a alma em três partes: um par de cavalos alados conduzidos por um cocheiro que representa uma delas, a razão. Um dos cavalos, arredio, só pode ser controlado a chicotadas e representa os apetites. O outro é a porção irascível da alma. É o impulso, em geral obediente à razão, mas que pode levar a decisões impetuosas em determinadas situações. “O que determina as ações seriam fontes distintas de motivação”, observa Zingano. Platão pensou o conflito como interno à alma, dando lugar à acrasia. Já Aristóteles dedicou um livro de sua Ética ao fenômeno.
Aristóteles e Platão tiveram um papel importante – e persistente – porque foram grandes sistematizadores do conhecimento. Eles procuraram domar conceitos diversos do Universo, do corpo e da mente, entender seu funcionamento e deixar registrado para uso futuro. Resgatar esses textos, explica Zingano, é uma busca da compreensão de como a cultura ocidental descreve o mundo e enxerga a si mesma ainda hoje.

(Adaptado de: GUIMARÃES, Maria. Disponível em: revistapesquisa.fapesp.br) 
De acordo com o texto, 
A
para Sócrates, por razões insondáveis, o ser humano muitas vezes deixa de buscar o que é melhor para si mesmo, ainda que tal atitude contrarie a razão
B
com base na tradição da filosofia antiga, uma resposta complexa para um problema, ainda que simples, é considerada a mais requintada e harmônica
C
a metáfora composta por Platão, na qual a razão guia dois cavalos, busca explicitar os motivos pelos quais uma pessoa, apesar de saber o melhor a ser feito, faz outra coisa
D
o embate entre paixão e razão ocupou as reflexões de Sócrates e Platão, com resultados distintos: para o primeiro, é insólito; para o segundo, injustificável
E
disseminado na Grécia Antiga, o pensamento de Platão e Aristóteles, embora de grande relevância histórica, exerce pouca influência no pensamento da cultura ocidental moderna
Ano: 2017 Banca: FCC Órgão: TRE-SP Prova: Técnico Judiciário - Operação de Computadores
Considerando-se uma situação hipotética, em consulta às Disposições Iniciais do Capítulo I da Resolução CNJ 182/2013, um profissional do TRE-SP apresentou as seguintes definições:    

I. Instrumento de diagnóstico, planejamento e gestão de pessoas, de processos e de Tecnologia da Informação e Comunicação, que visa a atender as necessidades de tecnologia de informação e de comunicação de um órgão em um período determinado.  
II. Conjunto de todos os artefatos e documentos produzidos durante todo o ciclo de vida de uma contratação.  
III. Documento que contém as informações necessárias para garantir a continuidade do negócio durante e posteriormente à implantação da Solução de Tecnologia da Informação e Comunicação, bem como após o encerramento do contrato.  

O correto significado de Sustentação de Contrato, Processo Administrativo de Contratação e Plano Diretor de Tecnologia da Informação e Comunicação (PDTIC) estão apresentados, correta e respectivamente, em 
A
II, I e III
B
III, I e II
C
II, III e I
D
III, II e I
E
I, III e II
Ano: 2017 Banca: FCC Órgão: TRE-SP Prova: Técnico Judiciário - Operação de Computadores
Em uma situação hipotética, o Conselho Nacional de Justiça − CNJ queira registrar, para controle geral, todos os processos de todos os Tribunais Regionais Eleitorais, e, ainda, que os números de processos tenham a mesma estrutura, composta de um número sequencial, uma barra e o ano de criação (por exemplo: 000021/2015). Considerando-se que as numerações podem ser idênticas entre um e outro Tribunal, o CNJ desenhou uma solução em seu Modelo Entidade-Relacionamento cujo objetivo é identificar claramente um determinado Processo nessa situação adversa, visto que seu número pode se repetir e sem essa solução ele não seria identificável como único (unicidade de chave primária). Nesse caso, a solução foi 
A
adotar CNJ como entidade fraca de Processo
B
estabelecer um relacionamento entre Tribunal Regional Eleitoral e Processo tendo Estado da União como entidade associativa
C
definir Processo como entidade associativa numerada de 1 até o último número registrado
D
especificar um relacionamento ternário entre Tribunal Regional Eleitoral, Processo e uma outra entidade cuja chave é CNJ
E
adotar Processo como entidade fraca de Tribunal Regional Eleitoral
Ano: 2017 Banca: FCC Órgão: TRE-SP Prova: Técnico Judiciário - Operação de Computadores
Resumidamente e, ainda, considerando todas as condições e pré-condições de ambiente já existentes para garantir o funcionamento adequado de um banco de dados, um Técnico, usando MySQL 5.6, escreveu as seguintes expressões e comandos SQL: 

 
Imagem da Questão
Quanto à construção do Schema e quanto à execução do Select, este, presumidamente, especificado para recuperar Frank e Robert, o resultado foi 
A
erro, porque o SQL deveria ter sido executado como SELECT Name FROM NAMES WHERE Id = 3 or  = 5. 
B
a recuperação de Frank e Robert. 
C
erro, porque o CREATE deveria ter sido escrito CREATE TABLE NAMES (Id integer PRIMARY KEY, For Name text). 
D
a recuperação de 3 Frank e 5 Robert. 
E
erro, porque todos os Insert deveriam ter sido escritos seguindo a sintaxe exemplo INSERT INTO NAMES VALUES OF (1,'Tom'). 
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